43 runoa/poemas
(Leça da Palmeira, Venade, Torre da Medronheira, 2015-2018)
Enostone kustannus, Helsinki, 2025
tradução/Suomennos Tarja Härkönen
edição/Kustannuspäällikkö KalleNiinikangas
capa/Kansi Asko Künnap
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HEIDIN KUVANURKKA, @heidinkuvannurkka, 12.6.2026
«Na colectânea Nomadi, do poeta português João Luís Barreto Guimarães, estamos em viagem. Nos poemas viaja-se de Paris a Birkenau e daí para lugares cujos nomes nem sequer se deixam pronunciar facilmente. E embora o “eu” dos poemas diga que é necessário conhecer o mapa e não evitar as fronteiras, não se trata apenas de deslocações geográficas, mas também de tempo e de memória.
Os poemas saltam de um tempo e de um lugar para outro, mas o conjunto permanece, ainda assim, maravilhosamente equilibrado. Barreto Guimarães leva-nos de volta à nossa infância, mas obriga-nos também a pensar o presente. E então, como nómadas, vagueiam também os nómadas do nosso tempo, empurrados pelas circunstâncias. Entre as colectâneas de João Luís Barreto Guimarães, Nomadi é até agora a mais social, ou a mais voltada para a sociedade.
Tal como em Välimeri / Mediterrâneo, João Luís Barreto Guimarães escreve também em Nomadi — publicado em Portugal em 2018 — de forma depurada, eliminando tudo o que é supérfluo, mas mantendo uma escrita viva e luminosa. Da sua profissão principal vêm para o texto a precisão cirúrgica, a exactidão, a arte de esconder cicatrizes e de retirar o excesso, numa procura de beleza.
João Luís Barreto Guimarães recebeu, entre outros, o Prémio Literário António Ramos Rosa, o Prémio Literário Armando Silva Carvalho e o Prémio Livro de Poesia do Ano Bertrand. Recebeu o Prémio Pessoa pelo conjunto da sua obra em 2022. É também dramaturgo premiado. A sua anterior colectânea traduzida para finlandês, Välimeri / Mediterrâneo, venceu o prémio Kääntäjäkarhu em 2024.
A obra é bilingue. Os poemas surgem tanto na língua original, o português, como em finlandês. A tradução finlandesa é da prestigiada tradutora Tarja Härkönen.»
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